Aula - Cécília Meireles - Viagem

COLÉGIO EFETIVO


SEGUNDA GERAÇÃO DO MODERNISMO – POESIA – GERAÇÃO DE 30 – CECÍLIA MEIRELES – UERN - 2007


• Era uma geração despreocupada com as questões imediatistas da geração de 22.

• Uma certa maturidade,

• Nota-se a presença de versos livres e de sonetos voltados para as questões
universais do homem e para os problemas de uma sociedade capitalista.

• Verificam-se ainda reflexões sobre o fazer poético, além do misticismo e da
religiosidade.


A AUTORA

• Cecília Benevides de Carvalho Meireles

• (1901-1964)

• Sua obra privilegia a riqueza do léxico

• Numa linguagem que explora os símbolos e as imagens sugestivas,

• Sobretudo os de forte apelo sensorial, enveredando inclusive pela musicalidade.

• A rigor, Cecília Meireles nunca esteve filiada a nenhum movimento literário.

• Sua poesia, de modo geral, filia-se às tradições luso-brasileiras.

• Apesar disso, suas publicações iniciais - Espectros (1919),

• Evidenciam certa inclinação para o Simbolismo;

• Essa tendência é confirmada pela participação da autora na revista carioca Festa;

• Do ponto de vista formal, a escritora foi uma das mais habilidosas;

• Apresentando cuidadosa seleção vocabular;

• Cultivou uma poesia reflexiva, de fundo filosófico, que abordou, dentre outros;

• Temas como a transitoriedade da vida;

• A efemeridade do tempo;

• O amor;

• O infinito;

• A natureza;

• A criação artística;

• Além disso, a freqüência com que os elementos como o vento, a água, o mar, o ar, o tempo, o espaço, a solidão e a música aparecem em sua poesia dá a ela um caráter fluido e etéreo;

• Inclinação neo-simbolista;

• A atitude de questionamento e a tentativa de compreender o mundo;

Viagem

• obra que consagra a autora,

• além da interpretação de uma trajetória espiritual,

• apresenta poemas que refletem sobre o fazer poético,

• em indagações ainda encontradas em livros posteriores.

• Utilizando-se de jogos de palavras,metáforas,

• sinestesias,

• dentre outras figuras de linguagem,

• o eu-lírico investiga o processo de criação literária.

• Tal questão é tematizada em várias poesias, como se verifica no poema Motivo:

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Na primeira estrofe, a preocupação com a fugacidade do tempo é evidenciada;

Ao afirmar não ser alegre nem triste, mas poeta, o eu-lírico defende o distanciamento entre o sentir e o cantar, à semelhança do fingimento pessoano.

A segunda estrofe reitera a efemeridade e a inconstância do viver;

Enfim, a preocupação com o fazer poético nas poesias cultiva uma reflexão,

Uma atitude de questionamento e a tentativa de compreender o mundo,

Através da efemeridade do tempo, da transitoriedade da vida.

Viagem, caminha para a fusão da vida e poesia / natureza e poeta, com um caráter fluido e etéreo,

◊ Preferiu tomar como ponto de partida de sua trajetória poética o livro Viagem (1939), pelo qual recebeu o prêmio da ABL.

◊ Atingiu maturidade poética, apesar de manter-se dentro dos padrões tradicionais,

◊ Ao gosto pela tradição, soma-se uma visão filosófica e universalizante.

◊ As indagações sobre a brevidade da vida, o sentido da existência, a solidão e a incompreensão humana, presentes em Viagem, permaneceriam em quase toda sua obra, perpassada por um sentimento de pessimismo e desencanto.



Nunca desista de você! Dê sempre uma chance a si mesmo. Nunca desista dos outros! Ajude-os a corrigir as rotas de suas vidas. Mas, se não conseguir, poupe energia, proteja a sua emoção e aguarde que eles decidam ser ajudados. Enquanto isso, aceite-os do jeito que são, ame-os com todos os defeitos que têm. Amar traz saúde para a emoção. Augusto Cury























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