• SPOAN
Spoan tem ramificação regional
Edílson Damasceno
Da Redação
Anunciada em julho do ano passado, a Spoan - doença caracterizada pela paralisia rígida, atrofia ótica e morte do tecido nervoso periférico - ainda não foi totalmente esclarecida a ponto de se instituir um trabalho voltado aos 26 portadores catalogados pela pesquisa realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Quando do lançamento do trabalho, se pensava que a Spoan era específica de Serrinha dos Pintos, que registra casos elevados de casamentos consangüíneos (entre parentes). Contudo, recentemente o Ministério Público da comarca de Martins liberou os números repassados pela Fapesp. Dos 26 pacientes pesquisados, apenas 16 são de Serrinha dos Pintos.
Segundo o secretário municipal de Saúde, José Antônio Queiroz, os casos da doença estão em São Paulo, Encanto, Natal, Serrinha dos Pintos e Pau dos Ferros. Os portadores da Spoan do município já foram localizados, mas o problema é saber quem são os outros deficientes. O secretário enfatiza que, como a liberação da pesquisa pelo Ministério Público é recente, talvez a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) não tenha conhecimento desse detalhe. "Esses municípios foram pesquisados in loco, e os pesquisadores têm o direito de não divulgar o nome do paciente", informa.
No ano passado a Sesap anunciou que iria pedir um relatório à Universidade de São Paulo (USP), de onde se originou a pesquisa, acerca da Spoan. O então secretário Ruy Pereira disse que somente depois desse relatório é que a Secretaria Estadual de Saúde iria desenvolver ações em Serrinha dos Pintos. Contudo, até hoje nenhum trabalho se concretizou para amenizar a situação dos portadores da doença. A reportagem tentou conversar com o secretário Adelmaro Cavalcante, mas nenhum servidor atendeu aos telefonemas feitos na tarde da quinta-feira.
Como a Spoan tem se caracterizado a nível de região no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, José Antônio já encaminhou os números da pesquisa para a VI Regional de Saúde Pública (URSAP), sediada em Pau dos Ferros. "Já foi exposto tudo o que se tinha sobre a doença. Inclusive a terapeuta de Pau dos Ferros ficou de, com a gente, tentar identificar os casos de lá", disse.
Como a ajuda não chegou, a Secretaria Municipal de Saúde vem tentando encontrar meios de garantir fisioterapia aos portadores da doença. José Antônio comenta que mantém contato com uma terapeuta de Natal visando à realização de um trabalho em Serrinha dos Pintos. "Ela ficou de mandar o orçamento. Queremos estudar os casos mais diretamente. É um problema novo e ainda não sabemos como lidar", enfatiza.
Apesar dessa idéia, o secretário é consciente de que o município não tem condições, no momento, de realizar um trabalho mais aperfeiçoado junto aos portadores da Spoan, e comenta que está tentando uma mudança no Programa de Pactuação Integrada (PPI) para aumentar a verba de Serrinha dos Pintos para que se possa incluir um profissional terapeuta na cidade. "Os pacientes precisam de assistência", diz.
Spoan tem ramificação regional
Edílson Damasceno
Da Redação
Anunciada em julho do ano passado, a Spoan - doença caracterizada pela paralisia rígida, atrofia ótica e morte do tecido nervoso periférico - ainda não foi totalmente esclarecida a ponto de se instituir um trabalho voltado aos 26 portadores catalogados pela pesquisa realizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Quando do lançamento do trabalho, se pensava que a Spoan era específica de Serrinha dos Pintos, que registra casos elevados de casamentos consangüíneos (entre parentes). Contudo, recentemente o Ministério Público da comarca de Martins liberou os números repassados pela Fapesp. Dos 26 pacientes pesquisados, apenas 16 são de Serrinha dos Pintos.
Segundo o secretário municipal de Saúde, José Antônio Queiroz, os casos da doença estão em São Paulo, Encanto, Natal, Serrinha dos Pintos e Pau dos Ferros. Os portadores da Spoan do município já foram localizados, mas o problema é saber quem são os outros deficientes. O secretário enfatiza que, como a liberação da pesquisa pelo Ministério Público é recente, talvez a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) não tenha conhecimento desse detalhe. "Esses municípios foram pesquisados in loco, e os pesquisadores têm o direito de não divulgar o nome do paciente", informa.
No ano passado a Sesap anunciou que iria pedir um relatório à Universidade de São Paulo (USP), de onde se originou a pesquisa, acerca da Spoan. O então secretário Ruy Pereira disse que somente depois desse relatório é que a Secretaria Estadual de Saúde iria desenvolver ações em Serrinha dos Pintos. Contudo, até hoje nenhum trabalho se concretizou para amenizar a situação dos portadores da doença. A reportagem tentou conversar com o secretário Adelmaro Cavalcante, mas nenhum servidor atendeu aos telefonemas feitos na tarde da quinta-feira.
Como a Spoan tem se caracterizado a nível de região no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, José Antônio já encaminhou os números da pesquisa para a VI Regional de Saúde Pública (URSAP), sediada em Pau dos Ferros. "Já foi exposto tudo o que se tinha sobre a doença. Inclusive a terapeuta de Pau dos Ferros ficou de, com a gente, tentar identificar os casos de lá", disse.
Como a ajuda não chegou, a Secretaria Municipal de Saúde vem tentando encontrar meios de garantir fisioterapia aos portadores da doença. José Antônio comenta que mantém contato com uma terapeuta de Natal visando à realização de um trabalho em Serrinha dos Pintos. "Ela ficou de mandar o orçamento. Queremos estudar os casos mais diretamente. É um problema novo e ainda não sabemos como lidar", enfatiza.
Apesar dessa idéia, o secretário é consciente de que o município não tem condições, no momento, de realizar um trabalho mais aperfeiçoado junto aos portadores da Spoan, e comenta que está tentando uma mudança no Programa de Pactuação Integrada (PPI) para aumentar a verba de Serrinha dos Pintos para que se possa incluir um profissional terapeuta na cidade. "Os pacientes precisam de assistência", diz.
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